quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dia 28/11 - Destination: Rotorua








Comecamos o dia ja com um fado: o albergue disponibilizava caiaques FREE para os hospedes. Tinhamos combinado de dar umas remadas ao acordar, mas tava fazendo tanto frio que desistimos. 3 X 0 para o frio!
Pegamos a estrada e fomos conhecer Cathedral Cove e Hot Water Beaches. Lugares bem interessantes e com suas particularidades.
Em Hot Water Beach, Motinha apareceu felizao, com um saco imenso de batatas e me ofereceu. Senti de imediato um gosto semelhante a vinagrete e perguntei ao Mota sobre isso. Ele olhou o pacote e leu: Salt and Vinager. Era o sabor da batata! Quando questionado sobre o porque daquele sabor, respondeu que achava que era Cebola e Salsa devido ao fato de o saco ser verde. Eu ri muito e ele tambem!
Depois de mais meio milhao de curvas, pegamos uma estrada secundaria e nos perdemos. Pedimos ajuda a duas senhoras que estavam caminhando e, novamente, nos achamos gracas ao bizu da mulher: "Lift, right, then lift again!" Lift ou left? Left, e achamos a estrada certa!
Chegamos a Matamata, cidade da fazenda onde se localiza a vila dos hobbits. Por acaso o unico lugar em que sempre ouvimos falar quando o papo e' "The Lord of the Rings".
Frustacao: o acesso a fazenda e' restrito, tem que pagar $50 numa excursao que leva na vila e faz um tour pela fazenda. Fiquei sem visitar o Bilbo Bolseiro!
Chegando em Rotorua, achamos o Zorb. Uma bola de silicone, borracha, algo assim, na qual voce vem dentro rolando ladeira abaixo. Queria ir numa modalidade que e' amarrado de pe', mas nao pude devido ao forte vento, entao, deixa pra depois!
Em Rotorua, nos instalamos no Nomads Hostel e ja na recepcao encontramos brazucas trabalhando. Todos os dias temos encontrado, conhecido ou cruzado com brazucas. Nao somos tantos como na Europa, mas estamos espalhados por aqui tambem.
Resolvemos conhecer o lago e depois, dar uma passada no Pig & Whistle (onde o Mota ficou bebendo "chilled water" porque era FREE) e no The Lava Bar. Pra variar, nenhum dos dois estava movimentado. Comeco a acreditar que a galera daqui e' bem pacata. Pacata ate demais!
Regressamos para o hostel e percebemos que nao tinhamos cobertores! Que legal, tivemos que dormir com as roupas da night por causa do frio. Amanha a gente tenta conseguir algo melhor!
Vou mandar um grande abraco pro meu amigo Christiano Haag, que esta acompanhando ansiosamente nossa jornada. Valeu Christiano!

Dia 27/11 - Estrada full!



Sentimento Interno (by Mota) : No final do dia anterior, senti-me como um adolescente, que ainda depende dos pais. So tinha no bolso $1,40, estava morrendo de sede e fiquei muito feliz quando me deram um copo de agua no balcao do Pub do Albergue. Fui dormir, pois minha cota diaria ja tinha acabado e estava muito cansado por ter andado o dia inteiro.
Hoje, ao acordar, percebo que um dos melhores momentos do dia e' poder abastecer a carteira com os habituais $100 diarios!

Hoje e' o dia de pegar a estrada! Resolvemos alugar um carro e rodar toda NZ antes de ir para a Australia. Mas antes, tinhamos que conseguir trocar nossas passagens e fomos parar no aeroporto.
No onibus, encontramos duas brazucas que estao morando por aqui e pegamos varios bizus, principalmente sobre o transito (bizu de transito, dado por mulher...sei nao). Para quem interessar, aqui existe carencia de militares, principalmente pilotos, principalmente de helicopteros! Pega bizu!
Depois de muito rodarmos atras do escritorio dos nossos hermanos argentinos, resolvemos nos separar e o Mota ficou tentando trocar as passagens, enquanto eu fui alugar o carro. 40 minutos depois, la estou eu, num Festiva, da Ford. Ele baqueado, coitado, mas pronto pra briga; eu piscando por ter que dirigir na mao inglesa!
De volta ao aeroporto, peguei o Mota e partimos. Nao conseguimos trocar as passagens, mas vamos ajustar o planejamento!
De cara, nos perdemos, fomos parar num ponto da cidade em que nunca haviamos passado e nem dava pra ver a Sky Tower. Paramos, comemos, nos achamos e decidimos mudar a rota (antes iriamos para Bay of Islands e agora seria Coromandel) devido ao avancar da hora.
No caminho, um anjo, banguela, nos viu com um monte de mapas dentro do carro e perguntou: "Are you lost?" Claro que sim!!!! Se nao fosse o bizu do Maori, nao achariamos o caminho para Hunua Falls Park.
Rodamos pra caramba e um milhao de curvas depois chegamos a uma placa que dizia: PARK CLOSED. Que legal!!
OK, prosseguimos entao para Coromandel e ao chegarmos la, descobrimos, atraves de uma coroa cheia de bizus (acho que ela era da night), que o bizu da regiao era Whitianga. Partimos para la degustando uvas espetaculares, tao doces quanto cana-de-acucar, e apreciando a paisagem.
Vimos algumas praias bonitas, rodamos um bom pedaco e chegamos a Whitianga, que pareceu ser uma cidade de veraneio. Como no verao daqui faz frio de doer os ossos (eu e o Mota estamos sentindo isso na pele) a cidade nao deve ficar muito cheia, como nao estava.
Nos instalamos e fomos comer num tal de Black Smith. Um Pub bacana, em que a galera vai jogar bilhar e cartas, assitir jogos e tomar umas cervejas. Nos fomos apenas jantar (vale ressaltar que foi o jantar mais bizu ate agora: um bifao com 2 dedos de espessura, dois ovos e batatas fritas, por apenas $10!). Enquanto jantavamos ouvimos alguem dizendo: "It's free!" Sendo assim, nesse preco, por que nao jogar uma sinuca?
'A noite, comparecemos ao Black Smith, mas nao tinha nenhum movimento bacana e resolvemos voltar para o On The Beach Backpackers Hostel. Para nao dormirmos sem nenhuma emocao, o Motinha foi dar uma volta pela mao inglesa e conseguiu um frente-a-frente, na madruga de uma cidade vazia!

Dia 26/11 - Auckland

Comecamos o dia visitando a Sky Tower, com sua vista de 360º de Auckland. Depois partimos para Kelly Tarlton's Underwater Adventure (ou algo assim) e conferimos algumas curiosidades sobre o continente Antartico e sobre as expedicoes que sao realizadas la, desde o inicio do seculo XX. No deslocamento para Kelly Tarlton's mudamos de conceito com relacao aos motoristas de onibus, fomos bem atendidos e orientados com relacao ao bilhete de retorno, que usamos durante o resto do dia. Nao sei se demos o golpe ou se estava previsto, sei que funcionou!
Comparamos o clima daqui com o da regiao Sul do Brasil (claro), mas o grande problema daqui e que tem um vento animal e basta se expor a ele para sentir muito frio.
Apos Kelly Tarlton's, voltamos para o centro em busca do onibus para nos levar ao ZOO para vermos especies diferentes das que estamos acostumados (canguru, kiwi, etc). Pra variar, pegamos o onibus errado e o motorista nao avisou que deviamos descer num lugar antes do Zoo. Resultado: uma agradavel caminhada por um bairro do suburbio, mas muito tranquilo.
Chegamos ao Zoo, pagamos uma graninha pra entrar e nos deparamos com um day-off para os animais! Muitos deles nao estavam la e os que estavam, estavam de mavro. Ao menos conseguimos ver o kiwi e um tipo de canguru pequeno, nao aquele que vemos nos filmes e tal.
Temos observado que toda a ilha e voltada para o turismo, logo, e' tudo muito caro, as entradas sao caras, os passeios sao caros, a prestacao de servicos e' cara! Sugiro, para fins de planejamento utilizar a cota media diaria de $150, no minimo, ao inves de $100!
Na saida do Zoo, passamos no Lakeside Park e pegamos o busao de volta, com o mesmo bizu do ticket!
Resolvemos fazer um lanche no Burguer King e escolhemos um lanche xy que tinha duas opcoes, original ou spicy. Ao ser perguntado optei pelo original, mas o Mota:
Counter: Original or Spicy?
Mota: No!
Counter: Original?
Mota: Yes, e' esse mesmo!
Quando o Motinha mandou o " e' esse mesmo " eu nao aguentei e comecei a rir!
Chegamos ao hostel e ficamos supresos com a quantidade de gente que havia no quarto. Antes estavamos sos, agora tinha uma galera. Boa oportunidade para a comunicacao!
Comentario sobre a populacao de Auckland: muitos de origem europeia, alguns de origem Maori e muitos, mas muitos mesmo de origem asiatica (japas).
Decidimos alugar um carro e rodar pela Nova Zelandia. Compramos um cartão telefônico de $5 para contactar as locadoras e verificar os preços, mas ao tentarmos a primeira, percebemos que era 0800. Detalhe: todas são 0800. Cartão, pra que?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Dia 25/11 - Chegada


Finalmente chegamos `a Nova Zelandia. Depois de horas no aviao, dormindo, acordando, comendo e dormindo novamente, chegamos. Baterias recarregadas, bunda quadrada! Ale'm de todo o tempo de voo, ainda passamos meia hora aguardando durante o taxi, porque o piloto pegou a taxiway errada e foi parar numa interditada. Tivemos que esperar a desinterdicao!
Ao chegarmos relembramos nosso amigo Mariola, que no ini'cio viria conosco. Poxa, Mariola, nos divertiri'amos muito mais com voce aqui!
Desembarcamos, pegamos varios guias locais, muita propaganda, e fomos para a alfandega. Entrevista, retirada da bagagem, controle de seguranca biolo'gica e acabei parando numa area chamada CUSTOMS! Mandaram-me declarar meus bens. Nao precisei, mas o cara me mandou pra outra area onde revistavam toda a bagagem. Tambem nao foi preciso, consegui chegar no raio-x e depois encontrar o Mota, que me aguardava sem ter passado por nenhum inconveniente desses.
No aeroporto nos informamos, fizemos a reserva do albergue e partimos. Pra comecar, pegamos o onibus errado e demos uma volta pelo aeroporto. Quando questionado, o motorista, pouco educado respondeu: "Ask to the driver!" Na sequencia, perdemos o outro onibus, dessa vez o certo, por causa do horario. Deu a hora, ele parte, nao importa se tem alguem na fila querendo embarcar. Finalmente conseguimos nos dirigir para a cidade, mas sem contar com a educacao do motorista. Era zero informacao da parte dele. Durante o translado, concordamos que o caminho lembrava muito com Floripa.
Chegamos ao albergue chamado Fat Camel e na recepcao: um china, falando rapido pra caramba, mesmo apos pedirmos para diminuir o ritmo.
Tomamos aquele banho (na verdade nao foi "aquele banho" porque o Mota tava sem sabonete e eu sem toalha. Me enxuguei com a camisa) e fomos comer algo. Comecaram os prejuizos: NZD$8 num kebab que era so' repolho e NZD$ 6,50 num frango com arroz, alem dos NZD$ 15 da passagem de onibus, do aeroporto para a cidade!
Descobrimos que havia um evento municipal e fomos conferir, era a Farmers Santa Parade, uma parada natalicia, mais voltada para as criancas, mas as ruas ficaram lotadas e acreditamos que aquele era o unico evento que estava ocorrendo no momento. Apos a parada, fomos para o Albert Park, Auckland Art Gallery e circulamos pela Queen Street. Meio que fadados, retornamos para o Albergue para planejarmos o dia seguinte. Antes disso, mais um preju: tivemos que comprar um adaptador para recarregar a maquina fotografica. Valor: $20,30
Retornamos ao hostel, comemos no bizu da refeicao, que por mais $4 dava pra fazer um update no prato. Vale ressaltar que a maioria dos pratos sao apimentados. Ate o sanduba do Burguer King! Durante o jantar, o Motinha foi gastar o ingles dele pra comprar uma Coca pra nos dois e acabou vindo com duas. Nem ele sabe o porque!
After dinner, e depois de tanta pimenta, banheiro! Nossos intestinos nao aguentaram, ainda estamos em processo de adaptacao.
Mais tarde, rodamos uma parte da cidade em busca do que fazer, mas so achamos uma festa privada, da qual nao pudemos participar, so ficar olhando, de fora, no frio.

domingo, 25 de novembro de 2007

Dia 24/11 - O dia que nao existiu!

Este dia simplesmente nao existiu em nossas vidas devido as mudancas de fuso e ao cruzamento da linha de data! Saimos do Brazil no dia 23 e chegamos a Auckland no dia 25, tendo passado apenas um dia viajando!

Desculpem a falta de acentos, mas os teclados daqui nao permitem tal recurso.

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Diario de bordo

Dia 23/11 - Partida
Este foi o dia dos aeroportos! Partimos de Belem em direcao ao Rio e de la para Sao Paulo. Durante nossos translados, o Mota nao conseguia ficar acordado um minuto, era sentar no aviao, encostar o cucuruto e apagar. Na primeira perna, so percebi que o mesmo dormia por causa dos movimentos circulares que fazia com a cabeca. Todo mundo "estola" enquanto dorme, o Mota "gira um lento". Em Sao Paulo ficamos tanto tempo esperando o voo, que conseguimos resolver todos os problemas pendentes,exceto planejar o resto da viagem, porque nao tinhamos mais nenhum real para pagar a internet, nem condicoes para sacar dinheiro. Partimos para Buenos Aires no fim do dia, mas nao sem o Motinha dar aquela cagada de despedida do Brasil. Chegamos em Buenos Aires para a nossa conexao e o inicio dos nossos probleminhas. Comecou com um frio, dito, de 12 graus, em plena primavera, quase verao. Depois fizemos o papel de tipicos turistas que faziam filminhos e seguiam a massa. Acabamos indo parar na alfandega, sendo que deveriamos ir para a area da conexao. Pra completar o cara me deu autorizacao para ingressar na Argentina e depois a cancelou. Ganhei so mais um carimbo no passaporte. Da pra imaginar que comecaram os problemas de comunicacao, ne? Pois e! Enquanto esperavamos a conexao, o Motinha se enfiou no duty free para provar perfumes, nao comprou nenhum, mas voltou todo perfumado. Bizu! Depois disso, devido ao frio, tivemos que presenciar uma garota trocando a blusa por um agasalho em pleno saguao do aeroporto. Tudo muito normal! O sono continua nos perseguindo e para ficarmos acordados, mais duty free. Observando os itens a venda, o Mota notou que se o Cardote nao tivesse emprestado o porta-dolar para ele,ele teria um prejuizo de US$ 14. "Obrigado, Cardote, quando voltar eu te devolvo!", diz o Mota. Chega a hora do embarque e, pra variar, mais problemas! Passamos por uma mesa, cheia de pessoas prontas para abrir nossas bagagens. Elas queriam, somente, todos os liquidos existentes nas mochilas (incluindo os desodorantes do Mota e o perfume que eu acabara de comprar). Iriam confiscar tudo, mas apos nossos apelos resolvemos embarcar os itens na minha mochila e coloca-la no porao do aviao. Ah, esqueci de falar, enquanto esperavamos, chegou uma equipe de algum esporte destrutivo, com a maioria dos seus jogadores detonados, mas muito baqueados mesmo! Que diabo de esporte sera aquele? Por fim, embarcamos em direcao a Auckland, num voo que duraria 13:30h.
P.S: levar Zip Loc na proxima viagem em que for passar pela Argentina.

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